BLOG DO MARCELO

Uma nova realidade para um mundo bagunçado

Da queda à volta a elite do futebol brasileiro

Posted by Marcelo em 08/06/2009

palmeiras

2002: A queda

2002 foi o ano mais trágico de toda longa história palmeirense, uma seqüência de acontecimentos negativos culminaram no final de 2002 com o rebaixamento do Palmeiras para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Desde a saída da Parmalat no final do ano de 2000, ano em que o Palmeiras conquistou o Torneio Rio-São Paulo e a Copa dos Campeões (torneio disputado pelos campeões regionais), a equipe do Palmeiras não esteve bem.

A verdade é que a parceria com a Parmalat rendeu ao clube inúmeros títulos, fato esse que já compensou a parceria, no entanto após a saída da Parmalat ficou claro que o Palmeiras poderia ter extraído mais desse acordo, infelizmente a diretoria e a presidência palmeirense sempre se manteve acomodada com os títulos e pouco fez pelo clube nesse período, nunca se preparou para um possível fim da parceria entre Palmeiras e Parmalat.

Com o término do acordo houve uma debandada dos principais jogadores palmeirenses cujos passes pertenciam a Parmalat, que tratou logo de negociá-los ao futebol do exterior, restando ao Palmeiras ter que reformular seu plantel. Reformulação essa que o presidente Mustafá Contursi chamou de Bom e Barato (que só era no nome, pois esses período só contratou jogador com futebol para jogar no time da Marginal s/n (leia-se Corinthians).

A prova que as coisas não iam bem veio em 2001, ano em que o Palmeiras passou em branco, sem conquistar nenhum título. Porém, o pior ainda estava para vir, a temporada de 2002 seria um pesadelo para todos palmeirenses.

O primeiro fiasco veio ainda no 1º semestre, o Palmeiras foi eliminado da Copa do Brasil em pleno Palestra Itália, pela inexpressiva equipe de ASA de Arapiraca. A derrota caiu como uma bomba no clube, que entrou definitivamente em crise.

Vanderley Luxemburgo, até então técnico do Palmeiras, abandonou o cargo no começo do Campeonato Brasileiro devido divergências com o presidente Mustafá Contursi, que não atendeu aos pedidos de reforços feitos por Luxemburgo. Mais tarde ambos estiveram entre os principais responsabilizados pelo rebaixamento.

Levir Culpi veio para substituir Luxemburgo e teve a missão de levar aquela fraca equipe do Palmeiras a disputar o Campeonato Brasileiro de 2002.

O Palmeiras até que tinha alguns jogadores de expressão como o goleiro Marcos, o lateral direito Arce, os meio-campistas Zinho e Pedrinho, e o atacante recém contratado Dodô. Porém problemas de contusões e de baixo rendimento técnico deixaram a equipe ainda mais afundada na crise.

O medo do rebaixamento permaneceu até a última rodada, quando a equipe do Palmeiras necessitava de uma vitória sobre a equipe do Vitória em plena Bahia. Infelizmente a vitória não veio (derrota por 4×3) e o Palmeiras foi rebaixado neste torneio juntamente com as equipes do Gama-DF, Portuguesa-SP e Botafogo-RJ.

Com o rebaixamento a crise atingiu seu ápice e profundas alterações aconteceriam na equipe e comissão técnica. A começar com a saída do técnico Levir Culpi e de vários jogadores do plantel. Poucos foram os atletas que resistiram no clube, e em cima desses e dos que viriam a chegar, caberia a responsabilidade de devolver a equipe do Palmeiras ao lugar que lhe cabia, a elite do futebol brasileiro.

Elenco:

Goleiros: Marcos, Sérgio e Gilvan.

Laterais: Leonardo, Pedro, Diego e Misso.

Zagueiros: César, Alexandre, Leonardo, Domingos e Thiago Matias.

Meias: Arce, Célio, Fabiano Eller, Magrão, Lopes, Jeovânio, Pedrinho, Paulo Assunção e Zinho.

Atacantes: Adriano, Dodô, Itamar, Juliano, Juninho, Munõz e Nenê.

2003: A volta por cima

Após o rebaixamento em 2002 uma enorme pressão era exercida sobre a diretoria palmeirense, exigindo-se uma reformulação total no clube.

Apesar da pressão, os cartolas ditadores se mantinham no poder e pouco se esforçavam para mudar sua política dentro do clube. Dessa forma, só restou aos palmeirenses assistirem mais um semestre terrível que viria.

Primeiro foi a eliminação nas semi-finais do Campeonato Paulista de 2003 para o maior rival, o Corinthians. Em seguida veio a maior humilhação da temporada, a derrota por 7×1 para o Vitória-BA, em pleno Palestra Itália, pela Copa do Brasil.

Porém, a temporada de 2003, que parecia ser um fiasco da equipe do Palmeiras, teria um final empolgante, pois foi no Campeonato Brasileiro da Série B que o Palmeiras daria a volta por cima.

Muito se especulava sobre a participação na segunda divisão brasileira de equipes tradicionais como Palmeiras e Botafogo-RJ, já que as famosas “viradas de mesa” se tornavam cada vez mais habituais dentro do futebol brasileiro. Equipes como Fluminense-RJ e Bahia-BA rebaixadas em campeonatos anteriores, voltaram à primeira divisão devido a interferências de cartolas que acabavam com a credibilidade do futebol brasileiro.

No entanto, com o Palmeiras seria diferente, a equipe foi para a disputa da Série B juntamente com o Botafogo-Rj e as demais equipes rebaixadas.

Para esse campeonato, houve uma intensa transformação no elenco, Jair Picerni, o técnico que havia assumido o comando da equipe para essa temporada, contando com o apoio da torcida, apostou em jogadores jovens, porém competentes.

Dessa forma, alguns jogadores das categorias de base do Palmeiras foram integrados ao elenco profissional, casos de Wagner Love, Diego Souza, Edmilson, Alceu e Glauber.

Para compor o elenco algumas contratações foram feitas, trazendo assim jogadores até então pouco conhecidos como: o zagueiro Daniel, o lateral direito Baiano, o lateral esquerdo Lúcio, os volantes Marcinho Guerreiro, Adãozinho, Correa e o meia Élson, entre outros. Outro jogador que chegava, conhecido da torcida e que retornava de empréstimo, fato que o impediu de disputar o desastroso Campeonato Brasileiro de 2002, foi o volante Magrão.

Os poucos jogadores poupados pela torcida desde o rebaixamento e que permaneceram no clube foram os já consagrados goleiros Marcos e Sérgio. O zagueiro Leonardo, o atacante Muñoz e o meia Pedrinho, que com seu histórico de contusões pouco participara do rebaixamento de 2002, também permaneceram na equipe de 2003.

Esses jogadores contratados, mais os garotos promovidos das categorias de base do Palmeiras, juntaram-se aos poucos remanescentes do rebaixamento e formaram o grupo que traria o Palmeiras de volta a primeira divisão.

A equipe do Palmeiras foi para disputa da série B desacreditada pela imprensa, mas não pela torcida que proporcionou verdadeiros espetáculos no Palestra Itália, lotando o estádio em quase todos os jogos do torneio e empurrando a equipe ao triunfo.

O torneio era disputado em três fases: a primeira, todos jogavam contra todos em turno único; na segunda, as oito equipes classificadas se dividiriam em dois grupos; na terceira fase, as duas equipes classificadas de cada grupo na fase anterior formavam um quadriangular decisivo, cujas duas melhores equipes conquistariam o acesso a primeira divisão.

A equipe do Palmeiras liderada pelo goleiro Marcos da seleção pentacampeã de 2002 e que recusou proposta milionária do Arsenal, da Inglaterra, conseguiu terminar a primeira fase na primeira posição do campeonato.

A essa altura algumas jovens revelações começavam a brilhar, caso do artilheiro do campeonato Wagner Love.

Na segunda fase do torneio, o Palmeiras foi superior as demais equipes, terminando a fase novamente na primeira colocação.

Para o quadrangular final o Palmeiras enfrentaria Botafogo-RJ, Sport-PE e Marília-SP. E novamente demonstrou superioridade, conquistando o acesso a Série A do Campeonato Brasileiro, juntamente com o Botafogo-RJ.

O Palmeiras demonstrou sua força durante toda competição, tendo tido a melhor campanha em todas as fases, sagrando-se assim campeão do torneio. A artilharia da competição ficou para Wagner Love, a revelação foi o lateral esquerdo do Palmeiras Lúcio, e o melhor jogador foi o já consagrado goleiro Marcos.

A equipe base dessa conquista foi: Marcos; Baiano, Daniel, Leonardo e Lúcio; Marcinho Guerreiro, Magrão, Diego Souza e Élson; Edmilson e Wagner Love.

A conquista desse torneio deixou claro que por pior dirigentes que o Palmeiras tinha, jamais poderiam faltar com respeito a um clube com a história do Palmeiras e que tão dignamente disputou um torneio de divisão inferior e retornou a elite do futebol brasileiro dentro de campo, ao contrário do que outros clubes na mesma situação fizeram.

Elenco:

Goleiros: Marcos, Sérgio, Diego Cavalieri

Laterais: Baiano, Lucio

Zagueiros: Daniel, Leonardo, Glauber, Daniel Martins, Marquinhos

Meias: Marcinho Guerreiro, Élson, Magrão, Diego Souza, Correa, Pedrinho, Alceu, Adãozinho, Fabio Gomes.

Atacantes: Wagner Love, Edmilson, Muñoz, André Balada, Thiago Gentil.

Uma volta, disputada dentro de campo, de um time que nunca deveria sair de elite do futebol nacional!

Uma resposta to “Da queda à volta a elite do futebol brasileiro”

  1. Renata Martins da Silva said

    Nossa!!!Não sabia que você fazia tantos blogs pena que não tenho nenhum.Mas adoraria participar das suas comunidades e que me acrecentasse no blog eu adoooreiiii!!!!!!!!Até mais vê!

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